domingo, 5 de agosto de 2007
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Estou de volta pro meu aconchego...
Ôba! Pois então que reapareço por aqui... depois de uma noite blogueira no Café da Oca, com a Lady Clementine e seus amigos legais, me assanhei toda para re-começar a escrever...
A função da escrita sempre foi um tanto catártica pra mim... mas com alguns traumas ao longo do trajeto...
Por várias vezes tive diários, muito ainda na fase “ai, hoje ele olhou pra mim quando subiu no ônibus”... mas que cumpriam sua função de captar minhas angústias e tensões adolescentes. Acontece que todos diários que tive, sem exceção, foram violentamente violados, invadidos e até roubados... passei a ver a escrita como um território passível de decepções, pelo conteúdo revelador da mesma.
Depois achei que era poeta... ganhei um concurso de poesias na escola, na longínqua oitava série, que me reaproximou da vontade de escrever. Cheguei no ensino médio e na primeira redação pedida pela professora, sobre o feriado da páscoa... me inflamei e soltei o verbo... rimei feriado com gostado, esperado, comemorado... achei o produto final bem bacana. Minha profi não... me descascou diante da turma composta por um público 98% masculino, dizendo que eu não inventasse mais nenhuma gracinha como aquela...que meu “poema” tinha um monte de rima pobre (e eu nem sabia que existia classe social também para os poemas)... enfim, abortou minha confiança no poder das palavras. Querida, ela.
Mas ontem a discussão girou também acerca do conteúdo pessoal dos blogs... sobre o quão pessoais podem e devem ser. Certa feita, li num dos cronistas do segundo caderno do jornal aquele, sobre o horror que ele sentia ao ler em blogs por aí coisas do tipo “hoje acordei e tomei nescau”, sem nenhuma contribuição para a evolução social do mundo... Eu discordo completamente...e retorno ao espaço para falar que tomei nescau; que tomei um porre; que levei uma rasteira; que me sinto traída pela direção do meu time; que estou bem feliz com a nova fase da minha vidinha; que estou solta no mundo; que tenho novos amigos bacanas e antigos amigos mais bacanas ainda; que o PIB da China continua crescendo...
Enfim, voltando de mansinho, mas cheia de caracteres para dar...
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Receita para se sentir puta da cara
- Libera, tia!
- Hã?
-Não faz nada, libera a chave, libera a chave!
-Pra quê? (sim, eu não tinha entendido)
-Libera, porra!
-Ah, tá... deixa só eu ficar com os meus documentos, tá? Só os documentos...
-Sai da frente!
Entrou no meu Ka-fofo, que estava com o tanque cheio, passou a chave para o coleguinha dele e se mandaram...
Aquele drama, vizinhança na janela, telefonema pra Brigada:
-Viatura? Não tem disponível pra Cavalhada. A senhora mesma vai na delegacia e registra a ocorrência.
- Tá, mas eu não tenho dinheiro, não tenho chave de casa, tá chovendo, acabei de ter uma arma apontada pra mim...
- Ah, mas isso é com a senhora.
Tempos depois me aparece um outro elemento simpático, de bicicleta, dizendo que tinham achado o carro. Eu tinha até esquecido que tinha corta-corrente! Os caras não foram longe, pararam numa bocada aqui perto. Arrancaram o rádio, detonaram toda a parte elétrica e no ato delicado devem ter cortado a mão porque o carro estava todo sujo de sangue, ligaram o alarme e foram embora.
Aí aquela bronca toda, eu não sei nenhum número de documento, nenhum número de cartão, só sei meu nome completo e meu telefone, que minha mãe me ensinou quando fui pro jardim. Provar que eu sou eu, que o carro é meu, paga taxa de depósito, de 2ª via de tudo, alarme novo, chaves novas, perder dia de serviço...
A polícia civil não quis registrar como roubo de veículo porque se não teriam de fazer 3 ocorrências diferentes e teriam que recolher pra outro depósito pra perícia e já que o carro já tinha aparecido mesmo... ou seja, nem pra entrar pras estatísticas serviu!
sábado, 21 de abril de 2007
Receita pra se sentir idiota...
- Aguarde um e-mail indignado do teu professor...
Ps: Outro drama real.
Receita pra se sentir gostosa...
- emagreça 28 quilos;
- compre uma camisa oficial do seu time, que óbvio nunca te serviu antes;
-vá ao estádio num dia de jogo decisivo;
- fique parada na copa, com um copo de guaraná, que parece cerveja, por uma hora, SOZINHA;
-faça um ar de "essa situação é normal na minha vida, eu tiro de letra"...
Resultado: mais de 20 caras, de todos os tipos, de todos os lugares, falarão contigo.
Ps: drama real.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Eu e meu gato...

"ele na cama, eu no telhado...". Lembram dessa música da Rita Lee? Pois estou vivendo essa situação em casa...
Sempre quis ter um bichinho, papai e mamãe nunca deixaram... aí quando me vi dona do campinho, com as decisões sendo tomadas todas por mim, não vi com muita simpatia a idéia de ter um bichinho andando por aqui... o mundo dá voltas mesmo!
Mas conversa vai, conversa vem, blábláblá, acabei deixando os pequenos terem uma gatinha... terrível, terrível... já quebrou prato, já quase me matou do coração pulando de madrugada em cima de mim, não pode ver ninguém comendo que fica desesperada, tentou se suicidar nas cordinhas das rede, puxa o rolo do papel higiênico, espalha toda a areia do pipiroom dela... mas não dá mais pra viver sem!
Dá pra ver pela foto abaixo o motivo...
sábado, 14 de abril de 2007
2007
Fiz uma cirurgia grande, de grandes mudanças.
Adotei uma gatinha.
Passei num segundo vestibular da universidade federal.
Não me sinto mais na obriga de ostentar o título de namorada de alguém.
Fiz trinta.
E estamos apenas em abril...